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Experience Builder: o futuro No-Code para páginas Drupal

05 de Junho, 2025
Drupal
experience builder
Descubra como o Experience Builder está revolucionando o Drupal com recursos No-Code e liberdade total para criar experiências digitais.

O universo do desenvolvimento web continua evoluindo e, nos últimos anos, essa evolução tem sido guiada por uma demanda clara do mercado: reduzir a dependência de desenvolvimento sem comprometer governança, performance e escalabilidade.

Nesse contexto, lançado inicialmente como uma proposta experimental, o Experience Builder foi concebido para permitir que equipes de marketing, conteúdo e design construíssem páginas no Drupal de forma visual, intuitiva e orientada a componentes, sem a necessidade de codificação para tarefas recorrentes.

A ideia era simples, mas estratégica: acelerar a criação de interfaces sem abrir mão da estrutura técnica que sustenta projetos digitais em escala.

Com a evolução do projeto, o Experience Builder deu origem ao Drupal Canvas, passando a integrar o Drupal CMS 2.0 como seu construtor visual nativo. Esse avanço não representa apenas uma mudança de nome, mas a consolidação de uma nova forma de construir páginas dentro do Drupal, mais alinhada às expectativas atuais de velocidade, autonomia e eficiência operacional.

Neste artigo, você vai entender como o Experience Builder evoluiu, como o Drupal Canvas funciona na prática e quais são os impactos dessa mudança na criação de experiências digitais no Drupal.

Fale sobre seu projeto Drupal com um especialista

O que é o Experience Builder e como ele evoluiu para o Drupal Canvas

Experience Builder (XB) introduziu uma nova lógica de construção baseada em componentes reutilizáveis e edição visual, substituindo fluxos fragmentados e pouco intuitivos. Pela primeira vez, o Drupal avançava de forma consistente em direção a um modelo no-code alinhado às necessidades de equipes de marketing e conteúdo.

Com o amadurecimento do projeto e sua consolidação dentro do roadmap da plataforma, essa proposta evolui para o Drupal Canvas, que passa a integrar o Drupal CMS 2.0 como seu construtor visual nativo. Aqui está a mudança mais relevante: o que antes era uma iniciativa em desenvolvimento se torna parte estrutural do Drupal.

O Canvas herda os princípios do Experience Builder, mas amplia seu escopo. Ele deixa de ser apenas uma ferramenta de construção visual e passa a atuar como uma camada integrada à arquitetura do CMS, respeitando entidades, taxonomias, workflows editoriais e regras de permissão desde a origem.

Isso muda o papel da construção visual dentro do Drupal. Não se trata mais de facilitar a criação de páginas de forma isolada, mas de permitir que essa criação aconteça dentro de um ambiente governado, previsível e escalável.

Quais eram as principais funcionalidades do Experience Builder (XB)

A seguir, estão as principais funcionalidades que definiram essa abordagem:

Componentes reutilizáveis

O XB permitia criar componentes modulares como cabeçalhos, seções de chamada para ação, cards de conteúdo, blocos de depoimentos e outros elementos estruturais. Esses componentes podiam ser configurados uma vez e reutilizados em diferentes páginas, garantindo consistência visual e ganho de produtividade.

Edição de conteúdo direto no front-end

Uma das mudanças mais relevantes foi a possibilidade de editar conteúdos diretamente na interface da página. Textos, imagens e elementos interativos podiam ser ajustados com feedback imediato, sem necessidade de alternar entre modos de edição e visualização. Isso tornava o processo mais rápido e reduzia erros operacionais.

Regiões globais para padronização

O XB possibilitava a definição de regiões globais, como cabeçalhos e rodapés, que se repetem em todo o site. Com isso, alterações estruturais podiam ser feitas de forma centralizada, evitando inconsistências e eliminando a necessidade de ajustes página a página.

Templates para tipos de conteúdo

A ferramenta também permitia criar modelos estruturados para diferentes tipos de conteúdo, como páginas de produto, artigos ou páginas institucionais. Esses templates já vinham com layout e campos organizados, garantindo que novos conteúdos seguissem um padrão definido desde a criação.

Extensibilidade

O XB era compatível com extensões que ampliavam suas funcionalidades. Era possível integrar formulários dinâmicos, widgets, animações e elementos interativos, mantendo tudo dentro do ambiente visual e sem necessidade de desenvolvimento adicional para cada variação.

Migração de páginas legadas

Outro ponto importante era o suporte à migração de páginas construídas com abordagens anteriores do Drupal. Isso permitia adaptar projetos existentes ao novo modelo baseado em componentes, sem a necessidade de reconstrução completa do conteúdo.

Visualização em tempo real

O XB oferecia pré-visualização em tempo real, permitindo acompanhar alterações diretamente no layout final da página. Isso aumentava a previsibilidade das entregas e reduzia retrabalho.

Essas funcionalidades marcaram a transição do Drupal para uma experiência mais visual e orientada à eficiência. Ao mesmo tempo, revelaram o potencial de uma camada no-code mais integrada, que evolui de forma mais estruturada com a chegada do Drupal Canvas.

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O que o Drupal Canvas traz de novo

Mais do que manter as funcionalidades do XB, o Canvas introduz melhorias estruturais que tornam a construção de páginas mais integrada, previsível e alinhada às práticas modernas de desenvolvimento.

Integração nativa com a arquitetura do Drupal

Diferente do XB em sua fase inicial, o Drupal Canvas nasce integrado ao Drupal CMS 2.0, sem depender de configurações adicionais ou módulos experimentais. Isso garante maior estabilidade e permite que a construção visual opere diretamente sobre entidades, campos, taxonomias e workflows.

Na prática, isso reduz riscos técnicos e elimina inconsistências comuns em abordagens desacopladas.

Componentização alinhada a design systems

O Canvas reforça o uso de componentes estruturados com base em design systems, permitindo que equipes construam páginas dentro de padrões definidos desde o início. Isso reduz variações visuais e melhora a manutenção do projeto ao longo do tempo.

Além disso, há suporte mais avançado para Single Directory Components (SDC) e integração com tecnologias modernas de front-end.

Interface de edição unificada

A experiência de edição evolui para uma interface única e organizada, com separação clara entre estrutura, componentes e propriedades. Os usuários conseguem visualizar a hierarquia, acessar configurações e ajustar layouts sem sair do ambiente do builder.

Isso reduz a curva de aprendizado e melhora a usabilidade, especialmente para usuários não técnicos.

Melhor controle de estrutura e hierarquia

O Canvas introduz uma visualização hierárquica mais clara das páginas, permitindo navegação intuitiva entre componentes aninhados, grids e elementos agrupados. Isso reduz erros editoriais e facilita a gestão de páginas complexas.

Edição global mais previsível

A edição de elementos globais como cabeçalhos e rodapés se torna mais consistente e segura. Alterações são propagadas por todo o site respeitando permissões e workflows, garantindo controle e rastreabilidade.

Integração com o ecossistema

O Drupal Canvas amplia a integração com ferramentas já consolidadas do Drupal, como Views para listagens dinâmicas e Webforms para formulários avançados.

Também se conecta a ferramentas externas como Figma, Storybook e repositórios de código, aproximando design, desenvolvimento e conteúdo em um fluxo contínuo.

Suporte à construção assistida por IA

Uma evolução recente é a introdução de geração assistida por inteligência artificial, permitindo criar componentes e estruturas a partir de instruções simples.

Ainda em evolução, essa funcionalidade aponta para um cenário de maior automação na construção de interfaces.

Consolidação como abordagem padrão

A mudança mais relevante é que o Drupal Canvas deixa de ser opcional e passa a representar a abordagem padrão para construção visual no Drupal.

Ele consolida abordagens antes fragmentadas em uma única experiência, simplificando decisões técnicas e reduzindo a complexidade operacional.

Com isso, o Canvas se posiciona como mais do que um construtor de páginas. Ele se torna uma camada estrutural para construção digital, equilibrando autonomia editorial com governança técnica.

Como aplicar o Drupal Canvas no seu projeto

Onde construtores tradicionais falham e como o Drupal Canvas resolve

A maioria dos construtores do mercado resolve a questão da velocidade, mas introduz um problema estrutural: perda de controle.

Por operarem como camadas externas ao CMS, oferecem liberdade criativa total sem conexão real com a estrutura do sistema. O resultado é previsível: inconsistência visual, desalinhamento entre páginas e aumento de retrabalho.

O Drupal Canvas resolve isso ao operar dentro da arquitetura do Drupal. Cada elemento respeita regras estruturais, padrões visuais e diretrizes técnicas previamente definidas.

Isso muda completamente a dinâmica. A autonomia deixa de gerar desordem e passa a acontecer dentro de um ambiente controlado e previsível.

Como testar na prática a evolução do Experience Builder para o Drupal Canvas

A transição do Experience Builder para o Drupal Canvas não é apenas conceitual. Ela já pode ser testada, principalmente por equipes técnicas que desejam avaliar como essa camada visual se comporta dentro do Drupal.

O ponto de partida mais comum é a criação de um ambiente local. Ferramentas como DDEV permitem estruturar rapidamente um projeto em Drupal 11 e testar versões recentes do CMS e funcionalidades experimentais.

Isso é relevante porque o Canvas ainda está em evolução e pode exigir ajustes de estabilidade em alguns cenários.

Após a instalação, o acesso ao editor acontece diretamente dentro do sistema. O Canvas pode ser acessado por rotas específicas ou pelo painel administrativo, já integrado à lógica de páginas do Drupal.

A escolha de templates iniciais também faz diferença. Estruturas como Starter ou Byte aceleram os testes ao oferecer conteúdo e layouts prontos para análise do comportamento dos componentes.

No nível de interface, temas atualizados melhoram a experiência. O Mercury, por exemplo, evolui a partir do Olivero e apresenta melhor alinhamento com essa nova geração de ferramentas visuais.

A comunidade Drupal também tem papel relevante. Já existem guias, vídeos e demonstrações cobrindo desde construções simples até cenários mais avançados, como FAQs dinâmicos e grids responsivos.

Quando o Drupal Canvas faz mais sentido

A evolução do Experience Builder ganha mais relevância quando analisada em contexto. O Drupal Canvas não foi projetado para qualquer tipo de projeto. Ele resolve desafios específicos relacionados a escala, governança e operação contínua.

Ele se encaixa melhor em ambientes onde múltiplas equipes atuam dentro do mesmo sistema, cada uma com necessidades distintas, mas todas obrigadas a seguir padrões institucionais.

Cenários típicos incluem:

  • Portais corporativos com múltiplos responsáveis por conteúdo e necessidade de consistência

  • Plataformas governamentais com workflows rígidos, versionamento e rastreabilidade

  • Organizações de grande porte que utilizam design systems e exigem aderência contínua

  • Times de marketing com alta demanda por campanhas e landing pages

  • Ambientes com workflows editoriais complexos e múltiplos níveis de aprovação

Isso se torna ainda mais evidente em portais de grande escala, onde o volume de conteúdo é alto e os processos editoriais são complexos. Versionamento, rastreabilidade e aprovações em múltiplas etapas exigem uma base mais estruturada.

Também faz sentido em operações orientadas por marketing, onde a criação de páginas precisa acompanhar o ritmo das campanhas. O Canvas permite que as equipes avancem com mais velocidade sem sobrecarregar o time técnico.

Em operações menores, os benefícios existem, mas são mais sutis. Já em ambientes de médio e grande porte, o impacto é imediato, principalmente na redução de gargalos e no aumento da previsibilidade editorial. É nesse ponto que o ROI se torna evidente.

Como o Drupal Canvas se relaciona com Layout Builder e Site Studio

O Drupal Canvas não substitui outras ferramentas. Ele redefine seus papéis.

O Layout Builder continua relevante para estruturas previsíveis e baseadas em configuração. Ele funciona bem em cenários onde há pouca variação visual e maior padronização de conteúdo.

Já o Canvas assume um papel mais flexível, voltado para construção visual direta, especialmente em páginas dinâmicas como campanhas e landing pages.

No caso do Acquia Site Studio, a relação é mais estratégica. A ferramenta continua evoluindo com foco em governança de marca e design systems, com tendência de convergência em componentes reutilizáveis.

O ponto central é que o Canvas não existe isoladamente. Ele faz parte de um movimento mais amplo do Drupal em direção a uma experiência mais visual, integrada e menos fragmentada.

O que o Drupal Canvas revela sobre o futuro do Drupal

A evolução do Experience Builder sinaliza uma mudança clara na direção do Drupal. O CMS passa a incorporar de forma mais consistente edição visual, componentização avançada e integração com tecnologias modernas.

Isso inclui interfaces baseadas em React e o uso crescente de automação com inteligência artificial.

A adoção pela comunidade reforça esse movimento. A presença do Canvas em eventos globais e sua rápida adoção em projetos reais mostram que não se trata de um experimento isolado. É uma mudança estrutural.

Na prática, os impactos já são visíveis. A redução da dependência de desenvolvedores para ajustes visuais permite que equipes técnicas foquem em atividades mais estratégicas, enquanto times de conteúdo ganham velocidade e autonomia.

O futuro aponta para um Drupal cada vez mais próximo de uma DXP moderna, onde experiência, performance e governança coexistem de forma equilibrada.

Como a Dexa antecipa a evolução do Drupal Canvas

Antes mesmo da oficialização do Drupal Canvas, a Dexa já operava com uma lógica semelhante por meio do Quark, uma solução que antecipava o uso de componentes e autonomia editorial.

Essa experiência é relevante porque permitiu validar, na prática, o que funciona, quais estruturas evitam inconsistências e como organizar workflows editoriais sem comprometer a governança.

Com o Canvas integrado ao Drupal, esse conhecimento se torna uma vantagem competitiva. A Dexa entende como estruturar componentes, organizar design systems e evitar problemas comuns em ambientes que adotam builders visuais sem diretrizes claras.

Implementar Drupal Canvas não é apenas ativar uma funcionalidade. Trata-se de estruturar um ambiente que precisa se manter consistente, escalável e tecnicamente sólido ao longo do tempo. É nesse ponto que a experiência faz diferença.

Quer entender como isso se aplica ao seu projeto? Fale com um especialista da Dexa e esclareça suas dúvidas.

 

samantha ramires

Samantha Ramires

Produtora de Conteúdo especializada em blogs e redes sociais. Jornalista com MBA em Marketing Digital.

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