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Experience Builder: o futuro No-Code para páginas Drupal

Drupal

Imagem de destaque artigo experience builder.

O universo do desenvolvimento web continua evoluindo e, nos últimos anos, essa evolução tem sido guiada por uma demanda clara do mercado: reduzir a dependência de desenvolvimento sem comprometer governança, performance e escalabilidade.

Nesse contexto, lançado inicialmente como uma proposta experimental, o Experience Builder foi concebido para permitir que equipes de marketing, conteúdo e design construíssem páginas no Drupal de forma visual, intuitiva e orientada a componentes, sem a necessidade de codificação para tarefas recorrentes.

A ideia era simples, mas estratégica: acelerar a criação de interfaces sem abrir mão da estrutura técnica que sustenta projetos digitais em escala.

Com a evolução do projeto, o Experience Builder deu origem ao Drupal Canvas, passando a integrar o Drupal CMS 2.0 como seu construtor visual nativo. Esse avanço não representa apenas uma mudança de nome, mas a consolidação de uma nova forma de construir páginas dentro do Drupal, mais alinhada às expectativas atuais de velocidade, autonomia e eficiência operacional.

Neste artigo, você vai entender como o Experience Builder evoluiu, como o Drupal Canvas funciona na prática e quais são os impactos dessa mudança na criação de experiências digitais no Drupal.

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O que é o Experience Builder e como ele evoluiu para o Drupal Canvas

Experience Builder (XB) introduziu uma nova lógica de construção baseada em componentes reutilizáveis e edição visual, substituindo fluxos fragmentados e pouco intuitivos. Pela primeira vez, o Drupal avançava de forma consistente em direção a um modelo no-code alinhado às necessidades de equipes de marketing e conteúdo.

Com o amadurecimento do projeto e sua consolidação dentro do roadmap da plataforma, essa proposta evolui para o Drupal Canvas, que passa a integrar o Drupal CMS 2.0 como seu construtor visual nativo. Aqui está a mudança mais relevante: o que antes era uma iniciativa em desenvolvimento se torna parte estrutural do Drupal.

O Canvas herda os princípios do Experience Builder, mas amplia seu escopo. Ele deixa de ser apenas uma ferramenta de construção visual e passa a atuar como uma camada integrada à arquitetura do CMS, respeitando entidades, taxonomias, workflows editoriais e regras de permissão desde a origem.

Isso muda o papel da construção visual dentro do Drupal. Não se trata mais de facilitar a criação de páginas de forma isolada, mas de permitir que essa criação aconteça dentro de um ambiente governado, previsível e escalável.

Quais eram as principais funcionalidades do Experience Builder (XB)

A seguir, estão as principais funcionalidades que definiram essa abordagem:

Componentes reutilizáveis

O XB permitia criar componentes modulares como cabeçalhos, seções de chamada para ação, cards de conteúdo, blocos de depoimentos e outros elementos estruturais. Esses componentes podiam ser configurados uma vez e reutilizados em diferentes páginas, garantindo consistência visual e ganho de produtividade.

Edição de conteúdo direto no front-end

Uma das mudanças mais relevantes foi a possibilidade de editar conteúdos diretamente na interface da página. Textos, imagens e elementos interativos podiam ser ajustados com feedback imediato, sem necessidade de alternar entre modos de edição e visualização. Isso tornava o processo mais rápido e reduzia erros operacionais.

Regiões globais para padronização

O XB possibilitava a definição de regiões globais, como cabeçalhos e rodapés, que se repetem em todo o site. Com isso, alterações estruturais podiam ser feitas de forma centralizada, evitando inconsistências e eliminando a necessidade de ajustes página a página.

Templates para tipos de conteúdo

A ferramenta também permitia criar modelos estruturados para diferentes tipos de conteúdo, como páginas de produto, artigos ou páginas institucionais. Esses templates já vinham com layout e campos organizados, garantindo que novos conteúdos seguissem um padrão definido desde a criação.

Extensibilidade

O XB era compatível com extensões que ampliavam suas funcionalidades. Era possível integrar formulários dinâmicos, widgets, animações e elementos interativos, mantendo tudo dentro do ambiente visual e sem necessidade de desenvolvimento adicional para cada variação.

Migração de páginas legadas

Outro ponto importante era o suporte à migração de páginas construídas com abordagens anteriores do Drupal. Isso permitia adaptar projetos existentes ao novo modelo baseado em componentes, sem a necessidade de reconstrução completa do conteúdo.

Visualização em tempo real

O XB oferecia pré-visualização em tempo real, permitindo acompanhar alterações diretamente no layout final da página. Isso aumentava a previsibilidade das entregas e reduzia retrabalho.

Essas funcionalidades marcaram a transição do Drupal para uma experiência mais visual e orientada à eficiência. Ao mesmo tempo, revelaram o potencial de uma camada no-code mais integrada, que evolui de forma mais estruturada com a chegada do Drupal Canvas.

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O que o Drupal Canvas traz de novo

Mais do que manter as funcionalidades do XB, o Canvas introduz melhorias estruturais que tornam a construção de páginas mais integrada, previsível e alinhada às práticas modernas de desenvolvimento.

Integração nativa com a arquitetura do Drupal

Diferente do XB em sua fase inicial, o Drupal Canvas nasce integrado ao Drupal CMS 2.0, sem depender de configurações adicionais ou módulos experimentais. Isso garante maior estabilidade e permite que a construção visual opere diretamente sobre entidades, campos, taxonomias e workflows.

Na prática, isso reduz riscos técnicos e elimina inconsistências comuns em abordagens desacopladas.

Componentização alinhada a design systems

O Canvas reforça o uso de componentes estruturados com base em design systems, permitindo que equipes construam páginas dentro de padrões definidos desde o início. Isso reduz variações visuais e melhora a manutenção do projeto ao longo do tempo.

Além disso, há suporte mais avançado para Single Directory Components (SDC) e integração com tecnologias modernas de front-end.

Interface de edição unificada

A experiência de edição evolui para uma interface única e organizada, com separação clara entre estrutura, componentes e propriedades. Os usuários conseguem visualizar a hierarquia, acessar configurações e ajustar layouts sem sair do ambiente do builder.

Isso reduz a curva de aprendizado e melhora a usabilidade, especialmente para usuários não técnicos.

Melhor controle de estrutura e hierarquia

O Canvas introduz uma visualização hierárquica mais clara das páginas, permitindo navegação intuitiva entre componentes aninhados, grids e elementos agrupados. Isso reduz erros editoriais e facilita a gestão de páginas complexas.

Edição global mais previsível

A edição de elementos globais como cabeçalhos e rodapés se torna mais consistente e segura. Alterações são propagadas por todo o site respeitando permissões e workflows, garantindo controle e rastreabilidade.

Integração com o ecossistema

O Drupal Canvas amplia a integração com ferramentas já consolidadas do Drupal, como Views para listagens dinâmicas e Webforms para formulários avançados.

Também se conecta a ferramentas externas como Figma, Storybook e repositórios de código, aproximando design, desenvolvimento e conteúdo em um fluxo contínuo.

Suporte à construção assistida por IA

Uma evolução recente é a introdução de geração assistida por inteligência artificial, permitindo criar componentes e estruturas a partir de instruções simples.

Ainda em evolução, essa funcionalidade aponta para um cenário de maior automação na construção de interfaces.

Consolidação como abordagem padrão

A mudança mais relevante é que o Drupal Canvas deixa de ser opcional e passa a representar a abordagem padrão para construção visual no Drupal.

Ele consolida abordagens antes fragmentadas em uma única experiência, simplificando decisões técnicas e reduzindo a complexidade operacional.

Com isso, o Canvas se posiciona como mais do que um construtor de páginas. Ele se torna uma camada estrutural para construção digital, equilibrando autonomia editorial com governança técnica.

Tire suas dúvidas sobre experience builder

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Onde construtores tradicionais falham e como o Drupal Canvas resolve

A maioria dos construtores do mercado resolve a questão da velocidade, mas introduz um problema estrutural: perda de controle.

Por operarem como camadas externas ao CMS, oferecem liberdade criativa total sem conexão real com a estrutura do sistema. O resultado é previsível: inconsistência visual, desalinhamento entre páginas e aumento de retrabalho.

O Drupal Canvas resolve isso ao operar dentro da arquitetura do Drupal. Cada elemento respeita regras estruturais, padrões visuais e diretrizes técnicas previamente definidas.

Isso muda completamente a dinâmica. A autonomia deixa de gerar desordem e passa a acontecer dentro de um ambiente controlado e previsível.

Como testar na prática a evolução do Experience Builder para o Drupal Canvas

A transição do Experience Builder para o Drupal Canvas não é apenas conceitual. Ela já pode ser testada, principalmente por equipes técnicas que desejam avaliar como essa camada visual se comporta dentro do Drupal.

O ponto de partida mais comum é a criação de um ambiente local. Ferramentas como DDEV permitem estruturar rapidamente um projeto em Drupal 11 e testar versões recentes do CMS e funcionalidades experimentais.

Isso é relevante porque o Canvas ainda está em evolução e pode exigir ajustes de estabilidade em alguns cenários.

Após a instalação, o acesso ao editor acontece diretamente dentro do sistema. O Canvas pode ser acessado por rotas específicas ou pelo painel administrativo, já integrado à lógica de páginas do Drupal.

A escolha de templates iniciais também faz diferença. Estruturas como Starter ou Byte aceleram os testes ao oferecer conteúdo e layouts prontos para análise do comportamento dos componentes.

No nível de interface, temas atualizados melhoram a experiência. O Mercury, por exemplo, evolui a partir do Olivero e apresenta melhor alinhamento com essa nova geração de ferramentas visuais.

A comunidade Drupal também tem papel relevante. Já existem guias, vídeos e demonstrações cobrindo desde construções simples até cenários mais avançados, como FAQs dinâmicos e grids responsivos.

Quando o Drupal Canvas faz mais sentido

A evolução do Experience Builder ganha mais relevância quando analisada em contexto. O Drupal Canvas não foi projetado para qualquer tipo de projeto. Ele resolve desafios específicos relacionados a escala, governança e operação contínua.

Ele se encaixa melhor em ambientes onde múltiplas equipes atuam dentro do mesmo sistema, cada uma com necessidades distintas, mas todas obrigadas a seguir padrões institucionais.

Cenários típicos incluem:

  • Portais corporativos com múltiplos responsáveis por conteúdo e necessidade de consistência

  • Plataformas governamentais com workflows rígidos, versionamento e rastreabilidade

  • Organizações de grande porte que utilizam design systems e exigem aderência contínua

  • Times de marketing com alta demanda por campanhas e landing pages

  • Ambientes com workflows editoriais complexos e múltiplos níveis de aprovação

Isso se torna ainda mais evidente em portais de grande escala, onde o volume de conteúdo é alto e os processos editoriais são complexos. Versionamento, rastreabilidade e aprovações em múltiplas etapas exigem uma base mais estruturada.

Também faz sentido em operações orientadas por marketing, onde a criação de páginas precisa acompanhar o ritmo das campanhas. O Canvas permite que as equipes avancem com mais velocidade sem sobrecarregar o time técnico.

Em operações menores, os benefícios existem, mas são mais sutis. Já em ambientes de médio e grande porte, o impacto é imediato, principalmente na redução de gargalos e no aumento da previsibilidade editorial. É nesse ponto que o ROI se torna evidente.

Como o Drupal Canvas se relaciona com Layout Builder e Site Studio

O Drupal Canvas não substitui outras ferramentas. Ele redefine seus papéis.

O Layout Builder continua relevante para estruturas previsíveis e baseadas em configuração. Ele funciona bem em cenários onde há pouca variação visual e maior padronização de conteúdo.

Já o Canvas assume um papel mais flexível, voltado para construção visual direta, especialmente em páginas dinâmicas como campanhas e landing pages.

No caso do Acquia Site Studio, a relação é mais estratégica. A ferramenta continua evoluindo com foco em governança de marca e design systems, com tendência de convergência em componentes reutilizáveis.

O ponto central é que o Canvas não existe isoladamente. Ele faz parte de um movimento mais amplo do Drupal em direção a uma experiência mais visual, integrada e menos fragmentada.

O que o Drupal Canvas revela sobre o futuro do Drupal

A evolução do Experience Builder sinaliza uma mudança clara na direção do Drupal. O CMS passa a incorporar de forma mais consistente edição visual, componentização avançada e integração com tecnologias modernas.

Isso inclui interfaces baseadas em React e o uso crescente de automação com inteligência artificial.

A adoção pela comunidade reforça esse movimento. A presença do Canvas em eventos globais e sua rápida adoção em projetos reais mostram que não se trata de um experimento isolado. É uma mudança estrutural.

Na prática, os impactos já são visíveis. A redução da dependência de desenvolvedores para ajustes visuais permite que equipes técnicas foquem em atividades mais estratégicas, enquanto times de conteúdo ganham velocidade e autonomia.

O futuro aponta para um Drupal cada vez mais próximo de uma DXP moderna, onde experiência, performance e governança coexistem de forma equilibrada.

Como a Dexa antecipa a evolução do Drupal Canvas

Antes mesmo da oficialização do Drupal Canvas, a Dexa já operava com uma lógica semelhante por meio do Quark, uma solução que antecipava o uso de componentes e autonomia editorial.

Essa experiência é relevante porque permitiu validar, na prática, o que funciona, quais estruturas evitam inconsistências e como organizar workflows editoriais sem comprometer a governança.

Com o Canvas integrado ao Drupal, esse conhecimento se torna uma vantagem competitiva. A Dexa entende como estruturar componentes, organizar design systems e evitar problemas comuns em ambientes que adotam builders visuais sem diretrizes claras.

Implementar Drupal Canvas não é apenas ativar uma funcionalidade. Trata-se de estruturar um ambiente que precisa se manter consistente, escalável e tecnicamente sólido ao longo do tempo. É nesse ponto que a experiência faz diferença.

Quer entender como isso se aplica ao seu projeto? Fale com um especialista da Dexa e esclareça suas dúvidas.

Vamos conversar!

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Imagem de perfil de autor Samantha Ramires.

Samantha Ramires

Especialista em Estratégia de Conteúdo e SEO na Dexa

Produtora de conteúdo especializada em blogs e redes sociais. Jornalista com MBA em Marketing Digital.

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